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09-Sep-2010
 
 
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MENSAGEM DA ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL versão para impressão enviar por e-mail

86º. DIA INTERNACIONAL DAS COOPERATIVAS DA ACI

14º. DIA INTERNACIONAL DAS COOPERATIVAS DAS NAÇÕES UNIDAS

"Lutar contra as alterações climáticas através das cooperativas"

As cooperativas enfrentam os desafios das mudanças climáticas a uma escala e ritmo exemplares em alguns países e sectores por todo o mundo. Enquanto alguns se empenham em reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, outros pugnam pela neutralidade em carbono, mas todos trabalham pela sustentabilidade económica, social e ambiental. As mudanças climáticas são mais que uma mera preocupação ambiental; têm um inegável impacto no bem estar económico e social das populações por todo o mundo.

As cooperativas de todos os sectores enfrentam as alterações climáticas - por exemplo, as cooperativas agrícolas e de pescas olham para o seu consumo energético, da produção ao mercado, olham para as suas emissões (carbono e nitrogénio) procurando ser neutras em carbono ou, pelo menos, contribuindo positivamente para diminuir as emissões; lançam-se na produção de energia verde ou na utilização de alimentos para animais de um novo tipo, por forma a reduzir as emissões ligadas à pecuária. As cooperativas de consumidores empenham-se em reduzir as suas pegadas de carbono não apenas nas suas lojas, como também nas suas actividades, sensibilizando os seus fornecedores e assegurando activamente a educação dos membros e consumidores. As cooperativas de habitação utilizam materiais de construção respeitadores do ambiente e concebem edifícios ecológicos. Os bancos cooperativos e as cooperativas de crédito incitam a investir em tecnologias de alto rendimento energético, propondo empréstimos hipotecários, empréstimos competitivos para o consumo e para as empresas. As cooperativas seguradoras encontram meios inovadores para manter baixos os prémios, ao mesmo tempo que conseguem cobrir as novas necessidades dos seus membros no que diz respeito ao risco crescente ligado aos fenómenos meteorológicos extremos e às catástrofes naturais originadas pelas alterações climáticas. As cooperativas de energia empenham-se em fornecer energias limpas e renováveis, como a eólica, a solar e os biocarburantes. Muitas outras cooperativas trabalham quotidianamente para serem empresas económica, social e ecologicamente viáveis.

Certo número de cooperativas assumiram um papel dirigente à escala mundial estabelecendo parcerias no âmbito da Rede para um Clima Neutro do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, e subscrevendo o programa de acção "Preservar o Clima" do Pacto Mundial das Nações Unidas. Muitas outras estão activas a nível nacional. Também, e sobretudo, aí estão as acções diárias das cooperativas, pequenas e grandes, que sabem que qualquer esforço, por mais modesto que seja, pode contribuir para travar os impactos das mudanças climáticas.

Não são novas tais actividades. Relembre-se, que as cooperativas se empenham há mais de 150 anos na promoção do desenvolvimento sustentável. Sendo empresas democraticamente controladas, operando segundo valores e princípios que incorporam a responsabilidade social e as preocupações das comunidades, esforçam-se em servir os seus membros não apenas no plano económico, mas também no mais vasto âmbito social, cultural e ambiental.

Hoje, a comunidade internacional deve enfrentar a crise alimentar e os esforços de reconstrução que se seguem às catástrofes naturais - duas realidades que, pelo menos em parte, podem ser atribuídas às alterações climáticas. Os agricultores, consumidores e as comunidades directamente afectadas pelas crises, constatam que as cooperativas as ajudam na pesada tarefa de adaptação aos impactos negativos das alterações climáticas. As cooperativas podem auxiliar os agricultores a ultrapassar os crescentes desafios no domínio da produção e assegurar uma crescente estabilidade ao sector agrícola, sempre com respeito pelos recursos ambientais. As comunidades que devem reconstruir as economias locais no dia seguinte das catástrofes naturais podem recorrer à auto-ajuda cooperativa, e confiar na solidariedade assente no princípio da intercooperação.

Reconhecendo que as alterações climáticas constituem um dos maiores desafios do nosso tempo, os membros da ACI afirmaram, aquando da Assembleia Geral de 2007, a sua determinação no ataque às causas das alterações climáticas e redução dos seus impactos. Foram alcançados progressos reais. Todavia, crescente atenção da parte de todos é necessária, porque os desafios aumentam e as agressões contra o ambiente se multiplicam.

Neste Dia Internacional das Cooperativas, a ACI apela aos cooperadores em todo o mundo para reforçar as actividades de promoção do desenvolvimento sustentável, celebrar as acções que já contribuem para atenuar as alterações climáticas, e trabalhar em partenariado por forma a garantir que as cooperativas participem significativamente na ultrapassagem do desafio da mudança climática.

 
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