Faço tudo quanto sei
Faço tudo quanto sei
Ao trabalho dou-me inteiro
Tudo faço com amor
Para o meu querido Barreiro
Barreiro querida cidade
Onde nasci certo dia
Tudo faço com humildade
Mas sempre com alegria
Nunca me julguei artista
Nem trabalho por dinheiro
Tudo faço com amor
Para o meu querido BARREIRO
António Patacas
Livro “Flash’s da sua vida e obra”
17.12.2009. 12:11
Barreiro – cidade viva
Barreiro és a terra prometida,
Solo arável por Deus abençoado,
No trabalho foste um exemplo de vida
Orgulhoso no presente e no passado.
A teus pés passa o Tejo de mansinho,
Vassalo que se rende às tuas glórias;
Da gesta lusitana, em pergaminho
Testemunha tuas milenares memórias.
Terra antiga por mil povos procorada.
Camponesa piscatória e, então fabril,
Em constante mutação, bem situada,
És disputada em concorrência febril.
Do perfil com Deus te bafejou
Tua fama do labor, passou fronteiras,
Entre rios, em pedestal te colou.
…Cidade aberta a ninguém impões barreiras.
Virgínia Ramalhete
Do livro “Pegadas na areia”
17.12.2009. 02:03
Meu Rio
Tejo
Rio de esperança sem fim,
Das fragatas
E dos golfinhos
Ao desafio…
Tejo
Das gaivotas nas praias lodosas
E das naus com marés na proa
E do Gama sonhando aventuras
E oceanos desconhecidos…
Tejo
Bebendo poentes
Que descem do céu afogueado:
Quando estou à tua beira
Sentado
Ou nadando suavemente
Nas tuas águas tranquilas,
Como fico fascinado!
Ah, o teu encontro mágico,
Cheio de segredos,
Com a noite misteriosa!
Ah, o nosso diálogo secreto,
Tão íntimo,
Quantos sorrisos de compreensão
Me reacende!...
Em ti,
Eu sou onda
Que sossega na praia,
Sou abraço de eterna amizade…
Tejo
Dos encantos da minha vida
- meu rio,
Minha raiz!
João Liberal
Livro “Tejo meu rio minha raiz”
15.12.2009. 00:54
Barreiro em festa
Barreiro estás em festa. E no ar
Há em nós qualquer coisa de diferente,
De todo o lado vem gente e mais gente,
Para ver a procissão e pra folgar!
Há música e foguetes a estoirar,
O arraial parece um céu fulgente!
A Virgem Mãe, feliz e sorridente,
Parece que nos diz lá do Altar:
Deus quer que haja alegria no seu povo,
Que cada alma seja renovo
Que frutifique em Fé, em Paz e Amor!
Ó terra minha, enorme coração,
Que todos que aqui comem seu pão
Vivam também na Graça do Senhor!
Maria Helena Bota Guerreiro
Do livro “Giesta em flor”
14.12.2009. 22:28
Poema a ALBURRICA
Este nome que encobre tanta beleza e paixão,
lugar de amor e de êxtase de aves e de peixes,
que por aqui passam e vivem sem saber o nome de onde estão,
apenas sabendo que não se enganaram nos caminhos,
apenas sabendo que chegaram a casa.
Este nome que as aves marinhas migratórias não sabem identificar do alto dos céus,
mas sabem que existem 3 moinhos brancos adormecidos no areal,
que parecem 3 sentinelas guardando as minúsculas penínsulas, baías e ilhotas,
povoadas de arbustos, árvores e dunas,
onde as aves vindas de outros continentes
chegam cansadas e famintas.
Que nome é este o de Alburrica,
que só pode significar nome de poema de amores ribeirinhos,
onde a ribeira de Coina e o rio Tejo se encontram,
e se amam,
e se fecundam,
e deleitam de vida e de beleza
as gentes do Barreiro
e as gentes curiosas que vêm de outras terras e de outros rios.
Barreiro, 5 de Dezembro de 2009
António de Matos Pereira
(Cooperador nº. 96)
14.12.2009. 22:21

