Notas

Cooperativa Cultural Popular Barreirense

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O sitio dos poetas do Barreiro

Este é um espaço de partilha e divulgação dos trabalhos em poesia e prosa poética de todos os barreirenses que pretendam colaborar e usufruir desta possibilidade posta à sua disposição. Enviar os poemas para: Poetasdobarreiro (arroba) cooperativacultural.com

Apoio, Ideia e Concepção

Visitantes

Aos meus olhos

Aos meus olhos sinto o calor de um sol tardio
Como um regaço de uma mãe que já não está.
Apaixono-me por palavras e sentimentos dos outros
Que me ocupam por breves momentos e esqueço-te

Já não existem momentos de ternura entre nós
Uma obrigação por abraçar a caminho das palavras
Como o escorrer de sal nos teus olhos de dor
Com a perdição do outro.

Já mal te encontro em algum lugar meu,
Não lembro o calor dos teus lábios no meu rosto
Tua mão fica tardia para um dia
Numa brisa ou num raio de sol.

Paula Sofia Santos

12.05.2010. 16:30

Viagem

Que venha de ti
Uma corça de vento
Uma pausa de brisa
Uma palavra do nada
Rápida, tímida mas lúcida

Que venha de ti
Um castelo de espuma
Um tropel de aves assombradas
Uma sede de amoras
Bordadas, frescas molhadas

Que venha para mim
Uma fonte de odores
Cortinas de leitos escondidos
Uma flauta de cânticos
Para alegrar a minha retina
Plantada na tua floresta perfumada

E eu
Deixarei em ti
A semente proibida
A loucura do soluço
A doçura duma espiga
O meu lago de mel
O néctar do meu pesadelo

Vitor Correia

06.04.2010. 13:11

SEIS LETRAS APENAS

Podemos ser o que quisermos.
Antes de mais, somos o que somos,
Seremos lembrados por tudo o que fizermos,
Com a certeza de que também erramos.
O princípio e o fim é o certo que nós temos.
A razão porque somos seres humanos.
Que o “P” de Páscoa signifique: - Pão, Paz e Paridade.

ARFER

03.04.2010. 00:00

PÁSCOA

Era sexta-feira.
Mataram o Homem
porque os incomodava.
Nessa sexta-feira
mataram a vida
que não conseguiam entender.
Um gesto gerador
de tanta “mea-culpa”
que foi capaz de corroer a História
até hoje.
E quantos “matamos” nós
simplesmente porque os não entendemos?
A quantos “julgamentos”
Somos chamados a presidir,
apenas vestidos
Da nossa precária condição de seres humanos?
Saibamos assumir a justiça
da vida plena do outro,
antes que a solidão nos mate,
por falta de eco
no coração de alguém
a quem possamos dizer:
- ALELUIA!

De  FERNANDO TAVARES MARQUES

02.04.2010. 23:58

A princípio era o verbo

A princípio era o verbo, e este se fez gente, e a gente se espalhou mundo fora, uns correram em busca do graal outros em busca de paz e outros ainda em busca de nada.

Com tanto mar a percorrer, com tanta água para atravessar, com tanto ar para respirar só escrevendo mais e comunicando se pode criar manter e fortalecer uma amizade que agora se cruzou numa esquina virtual… numa avenida sem nome repleta de gentes.

Para evoluir e crescer terá de ser regada, adubada para assim viver caso contrário é semente lançada à terra que mal brota logo murcha…

CA

18.03.2010. 15:45

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